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Etimologicamente, a palavra vírus provém do latim “venenum”, que significa “veneno”. Por definição, refere-se a qualquer substância que introduzida no corpo de um ser vivo ou aplicada nele- ainda que seja em pouca quantidade- ocasiona sua morte ou deixa seqüelas irreparáveis.

Na medicina, os vírus são conhecidos como entidades orgânicas compostas somente de material genético rodeado por uma capa protetora. Dependem de outro organismo vivo para se reproduzir e em muitos casos prejudicam seu hóspede nesse processo. Também não têm capacidade de se propagarem sozinhos; só podem ir de um corpo a outro viajando em partículas que um doente emite ao tossir, por exemplo, ou pela picada de um mosquito. Um organismo utilizado por um vírus para se propagar é chamado de “portador”.

A informática adotou o termo “vírus” para definir pequenos programas que, analisados individualmente, têm praticamente as mesmas características que os vírus na medicina, pelo menos na época em que foram batizados: são rotinas (pequenos programas) sem função para o bem. Para realizar sua função danosa, precisam se instalar em um equipamento, que também é utilizado para se reproduzirem. Também não podem se propagar; é necessário que um usuário os copie (voluntária ou involuntariamente) em um disco ou qualquer outro meio extraível para levá-los para outro equipamento. Como veremos mais à frente, o uso massivo da Internet mudou drasticamente essa última limitação, já que agora um vírus em execução em um computador necessita somente da conexão com a Internet para se auto-enviar de forma massiva ou para múltiplos destinatários.

Um vírus é um pequeno programa de computador (software). Os computadores funcionam com base em programas, que são seqüências de instruções ou códigos que indicam o que ele deve fazer. Quando esses códigos realizam uma atividade prejudicial, como apagar um disco rígido, diz-se que são “Códigos Maliciosos” ou Malware, pelo acrônimo do inglês "Malicious Software".

Uma das contradições mais incompreensíveis associadas à criação de um vírus é que, na maioria dos casos, eles são desenvolvidos por programadores com mentes brilhantes; por pessoas que, se aplicassem seus conhecimentos em benefício da sociedade, seriam capazes de produzir obras de grande utilidade.

Nota-se que eles quase nunca recebem um benefício econômico por essa atividade nociva. Então, o que os motiva então?
As razões podem ser várias: um intelectual obstinado, o ressentimento por uma demissão injustificada, ou, posturas que, se já são socialmente incompreensíveis, combinadas com conhecimentos suficientes em programação, acabam sendo altamente destrutivas.

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