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Navegue Protegido com Software Livre

Softwares livres ou de código aberto são uma opção que muitas pessoas já adotam em suas casas ou ambientes de trabalho. Explicando de uma forma bem simples, softwares livres são aqueles desenvolvidos de forma comunitária, com muitas pessoas podendo acessar ao código-fonte do programa e contribuir para a sua evolução. Uma boa comparação é com a receita de uma limonada e a receita de um refrigerante produzido por alguma grande empresa. A receita de uma limonada é de conhecimento e domínio público e cada um pode fazer a limonada da forma que mais lhe agradar. A receita do refrigerante é de propriedade da empresa que o fabrica e é guardada a "sete chaves" como um segredo industrial. Você pode optar por tomar o refrigerante confiando na empresa e em sua tradição, mas jamais terá acesso a sua receita.

A Microsoft é a empresa que possui mais softwares instalados em computadores pessoais. As pessoas confiam na Microsoft de forma similar a que confiam em um tradicional fabricante de refrigerante. Você usa os programas, usufrui de seus benefícios, sem, necessariamente, ter o conhecimento da forma como ele foi feito. A opção aos programas da Microsoft são os softwares livres ou de código aberto que, como no caso da limonada, se você desejar, pode ter acesso integral à forma como estes programas foram feitos. Abaixo uma pequena tabela de softwares proprietários mais populares e seus equivalentes em softwares livres:

Tipo de Software Produto da Microsoft Alternativa em Software Livre
Sistema Operacional Família Windows Distribuições Linux
Navegador para a Internet Internet Explorer Firefox
Leitor de e-Mail Outlook Thunderbird
Aplicativos de escritório Office OpenOffice.Org

Programas em software livre não são exclusividade do sistema operacional Linux. Os programas Firefox , Thunderbird e OpenOffice.Org podem ser usados também no ambiente Windows. Aqui listamos apenas os programas mais populares, mas existe uma infinidade de outros para os mais variados ambientes operacionais. Novos programas surgem a todo o momento. Por isso, independente de sua escolha, este portal buscará sempre orientá-lo de forma neutra. Nossas recomendações para um ambiente ou outro servirão, na grande maioria dos casos, para outras escolhas que você eventualmente fizer.

Linux ou GNU/Linux?

Caso você já use ou esteja considerando a alternativa de utilizar o sistema operacional Linux , é possível que você encontre referências ou mesmo discussões à respeito de como ele deve ser chamado: Linux ou GNU/Linux. Pensando em termos históricos, o sistema GNU é anterior ao Linux. Idealizado por Richard Stallman em 1984, o GNU foi concebido como uma alternativa ao sistema operacional Unix , bastante popular na época e até hoje utilizado. O que Richard queria era ter um sistema operacional onde todos os desenvolvedores - e qualquer pessoa interessada - pudessem ter livre acesso não só a suas funcionalidades, mas integralmente à forma como ele foi criado, seu código-fonte, sua "receita". Para dizer que seu sistema teria a mesma capacidade e funcionalidade do Unix, mas que não seria o Unix, foi que Richard o batizou de GNU, um acrônimo recursivo que quer dizer GNU is Not Unix (GNU Não é Unix). O GNU passou a ter um editor de texto com o qual as pessoas poderiam escrever seus programas, um compilador para a linguagem de programação C (outras linguagens foram adicionadas depois) e uma série de utilitários que aos poucos foram substituindo os programas originais do Unix.

Faltava ao GNU um componente essencial para que ele pudesse ser um sistema operacional completo: o programa responsável pelo acesso direto ao "hardware" do computador (sistema de memória, controle de acesso a dispositivos como as unidades de armazenamento, teclado, mouse, monitor de vídeo e outros). No início dos anos 90, um estudante Finlandês, Linus Torvalds, estava usando os componentes do sistema GNU e criando esta parte que faltava, chamada de "kernel" , o núcleo do sistema operacional. Em 1991, Linus pediu a Ari Lemke, administrador dos servidores da Universidade de Helsinque, onde ambos estudavam, que disponibilizasse na rede seu kernel, para que mais pessoas pudessem usá-lo. Como precisava de um nome para o programa, Linus nomeou-o "Freax" (uma brincadeira com a palavra Freak - maluco em inglês - e acrescentando o "x" final em homenagem ao Unix). Ari não gostou da idéia e resolveu trocar o nome para Linux.

Talvez pelo fato do nome Linux ser mais pronunciável do que o nome GNU, muita gente hoje refere-se ao sistema operacional pelo nome de seu kernel. Ainda que algumas distribuições adotem o nome GNU/Linux, a maioria utiliza apenas o nome Linux, levando em conta também que o sistema operacional hoje conta com contribuições vindas de outros projetos que não apenas o projeto GNU.

Distribuições Linux

O sistema operacional Linux, por ser livremente distribuído, pode ser construído por diversas empresas, comunidades ou pessoas para os mais variados propósitos. Desta forma, existem distribuições "comerciais", feitas por empresas que vendem o sistema Linux e uma série de serviços e garantias associados à esta venda; e existem também distribuições feitas de forma totalmente voluntária e comunitária, mas sem nenhuma garantia oferecida. Isso não quer dizer que você "fica na mão" caso opte por uma distribuição comunitária: há grupos de usuários e desenvolvedores que buscam dar auxílio de forma voluntária. Você pode escolher a distribuição Linux que preferir, mas sempre é bom conversar com algumas pessoas que já usam o sistema operacional para buscar uma orientação. Uma lista bastante abrangente das distribuições Linux pode ser obtida neste link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Distribui%C3%A7%C3%B5es_de_Linux

Gerenciadores de Janelas

Mesmo que isso não esteja diretamente relacionado à navegação segura, em alguns momentos neste texto e certamente em outras leituras sobre o ambiente Linux, você encontrará referências a "Gerenciadores de Janelas" ou "Ambientes Gráficos". Simplificando, um ambiente gráfico é aquele que se comunica com o sistema operacional e é capaz de acessar sua placa de vídeo e compor elementos gráficos em sua tela. Um gerenciador de janelas irá cuidar da organização, decoração e facilidade de uso destes elementos gráficos. Imagine o Linux como os alicerces de um prédio e sua instalação elétrica e hidráulica; o ambiente gráfico como as paredes, divisórias, que "escondem" de você os canos e fios e o gerenciador de janelas como o trabalho de decoração que cuidará da melhor iluminação e disposição dos móveis. Tipicamente, no Linux (e em outros sistemas operacionais livres como o FreeBSD e o OpenBSD) você terá o X ou o Xorg como ambientes gráficos e o KDE e o Gnome como opções para gerenciadores de janela. Sua distribuição Linux oferecerá como padrão uma determinada configuração e normalmente você não precisa se preocupar com isso. Além do KDE e do Gnome, uma série de outros gerenciadores de janelas estão disponíveis e prestam-se a funções específicas, servindo para o uso em máquinas de poucos recursos e outros ambientes mais especializados ou restritos. Na página a seguir você encontra exemplos dos gerenciadores de janelas KDE e Gnome.

Desktop KDE

Desktop Gnome

Licenças

Licença é um documento que acompanha a distribuição de programas de computador e especifica seus direitos e responsabilidades ao usar, modificar ou copiar o programa para outras pessoas.

As licenças de uso de softwares livres e de código aberto tipicamente garantem a você o direito de usar e copiar o programa para quem desejar. Elas garantem também que você tenha acesso ao código-fonte (a receita do programa) e que possa modificá-lo.

Algumas licenças exigem que você redistribua seu programa modificado sob a licença pela qual você o obteve. Outras deixam que você faça o que quiser com a sua versão modificada. É basicamente nesta característica de distribuição de versões modificadas que as várias licenças de software livre e de código aberto irão se diferenciar.

Na prática, se você apenas usa os programas em seu computador, os copia e distribui sem modificações, você não precisa se preocupar com as licenças de softwares livres e de código aberto. Caso você seja um desenvolvedor e queira tomar como base um programa existente para modificá-lo ou criar o seu próprio programa, aí você deve ler atentamente o que a licença lhe permite. Programas distribuídos para o sistema Linux são acompanhados de arquivos chamados README, LEIAME, INSTALL, LICENSE. Pode ser que nem todos estes arquivos estejam disponíveis, mas ao menos um deles você deve encontrar. Leia-os para saber o que deve fazer caso você faça alguma modificação em seu programa e queira redistribuí-lo. Se esta modificação for apenas para seu uso pessoal (ou mesmo para uso exclusivo dentro de sua empresa), também não há motivos para preocupação.

Riscos - como evitá-los

A Internet pode ser entendida como um mundo virtual, extensão de nosso mundo real. Muitas vezes, ao nos imaginarmos atrás da tela de um computador, temos a falsa impressão que estamos totalmente seguros. Como na vida e no mundo real, porém, nos relacionamos com pessoas que podem estar com intenções não tão boas quanto as nossas. Em outras seções deste portal, você já viu que assim como devemos ter cuidado (e ensinar nossas crianças a terem ainda mais cuidado) no relacionamento com desconhecidos e ter também olhos atentos às armadilhas no nosso dia-a-dia, este cuidado e atenção são válidos também para a nossa navegação na Internet.

Você verá, porém, que não há motivo para neuroses. Com pequenos cuidados você terá a garantia de uma navegação tecnicamente segura. As questões não técnicas seguem dependendo de seu cuidado e atenção.

Mantenha seu Linux atualizado

O sistema operacional é o programa mais importante de seu computador, sem o qual os demais não podem funcionar. Programas de computador estão sempre passando por atualizações, recebendo novas funcionalidades, ficando mais seguros e recebendo correções de problemas que não haviam sido detectados nas situações de desenvolvimento e teste. No caso do Windows, há uma única empresa que é a responsável pelo produto: a Microsoft. No caso das distribuições Linux, a situação é bem diferente: existem distribuições mantidas por empresas, como a RedHat e a Mandriva , e distribuições mantidas de forma voluntária por grupos de usuários e comunidades, como Debian e Slackware.

Qualquer distribuição Linux moderna, porém, oferece ao usuário a facilidade de atualização direta à partir da Internet. No caso da distribuição Ubuntu, por exemplo, você encontrará em seu desktop um ícone como o apontado na figura abaixo:

Clicando neste ícone, o sistema solicitará que você digite a sua senha.

Em seguida, você será instruído a aceitar as atualizações propostas, ou a selecionar apenas as que deseja. É fortemente recomendável que sejam instaladas todas as atualizações sugeridas.
Veja no exemplo da figura abaixo:

Clicando no botão Instalar Atualizações, o Ubuntu fará automaticamente o download dos pacotes necessários, mostrando a seguinte tela:

Após o término do download, serão feitas automaticamente todas as atualizações dos programas, conforme você pode ver na ilustração abaixo:

Se tudo correr bem, você encontrará a tela abaixo que indica o término das atualizações com sucesso!

Outra distribuição bastante popular no Brasil é o Kurumin. O Kurumin e outras distribuições baseadas no Debian, como o próprio Ubuntu, podem também ser atualizadas através do programa Synaptic. Na seção em que falamos sobre "Firewall" no Linux mostramos como utilizar também o Synaptic para instalar programas.

No Kurumin, selecione no menu "K" -> Sistema -> Synaptic, conforme a figura abaixo:

O sistema irá solicitar que você digita senha do superusuário, conforme mostra a tela abaixo. Você deve conhecê-la para poder continuar.

A seguir, o programa Synaptic será executado e você deve visualizar uma tela similar à que mostramos a seguir:

Para atualizar o seu sistema, você deve clicar, nesta ordem, os botões Recarregar, Marcar Todas Atualizações e Aplicar. A ação Recarregar fará com que o sistema conecte-se à Internet e verifique as atualizações disponíveis para o seu sistema. Isso pode demorar, dependendo da quantidade de atualizações e da velocidade de sua conexão com a Internet. Marcar Todas Atualizações faz com que estas atualizações sejam selecionadas. Ao clicar em Aplicar, você verá uma tela similar a exibida abaixo:

Clique em "Aplicar" para que as atualizações sejam baixadas da Internet e efetivamente aplicadas. A tela a seguir irá exibir o estado do "download" e da atualização. Ao final, você deve receber uma mensagem dizendo que as atualizações foram concluídas.

A distribuição Mandriva pode ser adquirida junto com o suporte ou ainda obtida sem custo a partir da Internet. Mantê-la atualizada também é bastante simples. Localize a opção Configurar seu computador, entre em Gerenciador de Software/Atualizar e siga as instruções que serão exibidas.

Você logo notará que, qualquer que seja sua escolha de distribuição Linux, mantê-la atualizada é um procedimento relativamente simples. Não descreveremos aqui a forma de manter todas as distribuições atualizadas pois, além de serem muitas, os mantenedores das várias distribuições também mantêm em sua documentação os procedimentos que você deve seguir para manter o seu sistema em dia. Existem ainda várias formas de se obter ajuda no ambiente Linux. Caso você esteja começando a experimentar o Linux, a Internet oferece sites e fóruns que podem ajudá-lo. Citamos alguns abaixo:

Nota: alternativamente, estes links podem ser disponibilizados entre os já oferecidos pelo portal Navegue Protegido

http://www.guiadohardware.net/guias/06/ - Hardware, Rede e Linux para iniciantes, escrito por Carlos Morimoto, mantenedor do Kurumin Linux

http://focalinux.cipsga.org.br/ - Foca Linux, guias para usuários iniciantes e avançados

http://ricardomoc.br.tripod.com/- Boa apostila de Linux para os que já tem familiaridade com o ambiente Windows.

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